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A poesia não é meu cultivo de sentimentos,
mas a maneira que encontrei
de me libertar dessa ânsia de sentir.
É meu divã, meu diário aberto e bem resolvido.
Uma eficaz e cotidiana válvula de escape.
A solução mais rápida
para acalmar o drama em excesso
que dificulta minha caminhada.
A tradução mais enfeitada e sutil
da minha face mais intensa e desgovernada.
São os pingos nos is de todos os discursos silenciados.
Meu grito de basta! De faça! De graça.
Minha bolsa carregada de acontecimentos
que se juntam em retalhos curiosos e ordenados.
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É totalmente inofensiva para os amantes da verdade,
um labirinto confuso para os covardes,
um convite seguro para um coração naufragado.
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passei por aqui e adorei, Gisele.
Bjos,
Bela